Sexta-feira, Abril 25, 2008

@8:33 PM

Papo de Mulherzinha - literalmente

E isso é apenas a parte que é publicável, após uma severa edição...

" - Eu levaria qualquer um às nuvens. E quando eu amo, vou até o inferno se precisar com a pessoa que eu amo.
- O problema, meu amor, é que homem não vai até o inferno com a gente; fica esperando na porta."


"Como pode um sentimento que é feito mais de ausências que de presenças?"

"- Estou comendo brigadeiro. Tão bom quanto beijar na boca *risos*
-Jura que você acha tão bom quanto? O brigadeiro é melhor."


"Minha mãe me criou pra ser independente, logo não me criou pra homem."


"Hormônios malditos. eles devem estar pensando que eu vou procriar. Deve ser isso que tá causando essa onda fogarêmica em mim... mas a natureza que se dane: não terei repolhos DE JEITO NENHUM."


Por MizLilian e Cintia M., mas não contamos quem é quem NEM SOB TORTURAAAAA! ;D

Segunda-feira, Abril 21, 2008

@3:28 PM

Tem muita coisa que eu nunca conseguirei fazer na vida.
Uma delas é me submeter a joguinhos. Sou clara e direta demais pra aprender essas regrinhas amorosas de isso se cala, isso se fala. Cuidado pra não demonstrar, ele pode fugir. Ou não diga que quer; ele é quem tem de dizer e você, no máximo, concordar.
Eu sou de falar o que sinto. E me irrita muito, me embola a garganta não poder abrir o jogo.
Não sou de perceber as coisas pelo seu comportamento, sou de ouvir em claro e bom tom o que deseja de mim.
Para mim era tão simples. Eu gosto de você. Você gosta de mim? Há tanta coisa que podemos fazer e viver juntos. Pode ser bom! Vamos tentar?
Queria poder dizer essas coisas sem o peso de uma DR; esse termo pós-moderno pra explicar a falta de comunicação entre o homem e a mulher. Somos seres tão diferentes e a natureza dita que fiquemos juntos. Ou não. Será que é por perceber que mulheres foram criadas pra viver com mulheres que tantas se tornam lésbicas? Nunca saberei.
Uma conversa clara, de coração aberto. Armas no chão, intenções na mesa. Sem mágoas. Sem acusações. Nada de chantagem, de manipulação. Eu quero... Você quer? Sim? Vamos ao paraíso ou ao inferno, se precisar. Não? O.K. Até a próxima numa esquina qualquer; não te quero mal. Só não dá – e é cruel demais – ficar assim no meio do nada sem saber aonde isso tudo vai dar. Talvez o que é nada em nada dê, mesmo.
Na verdade o que eu queria mesmo era não ter de suportar o medo todo da humanidade de se relacionar nas nossas costas. Queria pegar a tua mão e sair por aí. Você veria que eu não sou nada exigente. Não uso salto alto. Não tenho frescuras. Nem tenho medo de barata; veja você! Não preciso de restaurantes caros. Podemos subir por aquela trilha que vai dar naquela vista maravilhosa; rindo da minha falta de jeito e das suas implicâncias. Depois tomamos água e olhamos esse mundo todo à nossa frente. Pra que amor em frente a uma lareira com vinho caro se eu posso estar com você, assim, com toda essa beleza à minha volta? Posso só te abraçar, ouvir o seu coração bater, sentir a minha respiração. Perceber que estamos vivos. Pra mim, ter um relacionamento seria assim. Sem pressões de compromissos. Porque, na verdade, não há compromisso. Há a vontade de estar ao seu lado. E se há essa vontade, é porque ela prescinde de mais alguém.
Mas homem gosta mesmo é de mulher nojenta, que ostenta badulaques e não come brigadeiro porque tem medo de engordar. Que depende do homem até pra apertar um parafuso. E é por essas e outras que, embora eu aprecie demais uma companhia bem agora, vou continuar procurando aquela trilha para a tal vista maravilhosa sozinha, mesmo que isso não tenha graça nenhuma. Até porque não quero um encanador ou um trocador de botijões de gás. Eu só quero uma companhia. Simples assim. Mas alguém já disse que o mais simples é o mais difícil de conseguir.

(Texto escrito numa tarde feminista irritada. E se é feminista, é papo de mulherzinha. =D)

Por MizLilian

Segunda-feira, Abril 07, 2008

@8:18 PM

Mulherzinha também vê tv. Pouco, quase nunca, mas vê.

E aí que as tvs adoram um caso complicado, um suspense. O da vez é o assassinato da menina Isabella - aquela da queda do prédio, do rombo na grade... lembrou? Pois é.

E aí também que aqui e ali aparece a mãe da criança com um discurso de perdão dos acusados, de não-revolta, de tranqüilidade... Peraí, cara-pálida, tranqüilidade onde? Foi uma morte brutal, foi absurdo, inaceitável; quem em sã consciência viria a público sem uma lágrima sequer nos olhos, sem uma ou outra palavra de desespero, de ansiedade para que seja descoberto o assassino?

Sei não... Em todo caso de morte, de separação, há um período de negação subseqüente. Seria a senhora Ana Carolina Oliveira uma exceção à regra? Uma iluminada, um ser evoluidíssimo, inabalável?

Quem acha essa mulher muito estranha, muito suspeita, levante a mão.
Ou só sou eu, a louca, vendo um quê de mistério nessa personagem da história?

por Cintia M., que, na falta de MizLilian pra papear no MSN, assiste tv e torce por um desfecho decente pra esse dilema

Sábado, Abril 05, 2008

@3:39 PM

Não é possível ter tudo. Não?
Pra ter sucesso você precisa dormir, comer, estudar um pouco pelo menos, ter confiança suficiente pra achar que sabe muito bem o que está fazendo (mesmo que no fundo não saiba), ter tempo, ter fé em alguma coisa, ter amigos, não sustentar muitos vícios, ser consciente de que vai cair sucessivas vezes, gostar de correr riscos, não estar alimentando um relacionamento condenado a fracassar e, acima de tudo, precisar do dinheiro. Mas, e o restante?
Empurrar tudo pra debaixo do tapete: as raivas, as mágoas, as carências, os fantasmas, os desejos de uma outra vida, nova, limpa - uma outra vida em que não seria necessário sair correndo atrás de realização, de conquistas espetaculares pra sentir a inveja e o aplauso dos amigos. Uma outra existência livre de competição, de metas, de mentiras; afinal, que tipo de sacrifícios e auto-enganos justificam a busca sem freios pelo reconhecimento de um talento que se tem?
Lembro de uma cena do filme O Diabo Veste Prada em que um coadjuvante se dirige à protagonista dizendo algo como 'quando sua vida pessoal explodir, avise: está na hora de você ser promovida'. Parece cruel? E é. Mas atire a primeira pedra quem nunca achou impossível conciliar emoção e razão, que nunca se pegou pensando em como fazer essas duas caminharem sem se esbofetear ao longo do caminho. No filme, que provavelmente boa parte da meia-dúzia de pessoas que lêem este blog já viu, a mocinha interpretada por Anne Hathaway atinge o clímax profissional e prova que é capaz de tudo o que sempre quis, para depois... Para depois largar tudo e partir pra outra, recobrando seu lado humano, falho e limitado. É assim que é, então? Ficamos numa roda-viva até a fogueira da vaidade consumir-se por si mesma, até enxergarmos que a vida é mais que um novo talão de cheques ou uma nova grife no armário? Ou um carro, uma viagem, qualquer uma dessas felicidades perecíveis a que nos dedicamos afincadamente, dia após dia.
Não vou dizer que não caí nessa; mas não caí só nessa. Converso aqui e ali com pessoas interessantes, inteligentes, e que no entanto fazem questão de não sair do país das maravilhas do comodismo, achando que está tudo bem. Inventam novos sonhos pra acreditar, mas internamente pouco se mexem; continuam trabalhando, tendo amigos, sendo conscientes, evitando o passado, fugindo dos erros, com preguiça do futuro, e tudo isso muito tranqüilamente até que resolvam ficar sozinhos; porque, por alguma triste poética, certas sensações só se revelam mesmo na solidão, e o vazio é uma delas. E depois? Não sei o que há depois, desconfio que não haja nada; ontem já passou, amanhã é tarde demais pra mudar, os tempos são outros, muitas escolhas feitas, já era - não é assim que funciona? A eterna procrastinação empalidecendo vidas que poderiam ser brilhantes.
Tenho fé em alguma coisa, algum tempo, amigos, gosto de riscos, poucas coisas me assustam, tenho consciência dos tombos e, ainda assim, ou talvez por causa disso, também caí nessa. Nesse ladinho superficial de ter um bom nome, uma boa reputação, um certo dinheiro e ir esquecendo que também é preciso sentir, ser doce, ter tranqüilidade emocional, cultivar afetos mais fortes, sem medo que olhem de perto os equívocos que a gente constrói quando quer parecer mais estável do que realmente é. Ou seja, pista errada; onde é o retorno mesmo?
Porque, se é impossível ter tudo, pelo menos eu quero o que mais se aproxima disso.

postado por Cintia M, promovida essa semana, num dia muuito cabeça, estreando no blog

Quarta-feira, Abril 02, 2008

@2:54 PM

Olá pessoal!

Hoje eu trago uma dica beeem de mulherzinha: pra quem curte maquiagem e quer aprender mais ou se você é como eu (curte, mas não tem o menor talento com pós, glosses e pincéis), dá uma passadinha no You Tube (Seu Tubo para os íntimos) e dê uma espiada neste canal. A moça super simpática é uma inglesa que já fez vários vídeos com opções muito criativas e bem feitas de maquiagem. Mesmo que você não entenda muito de inglês, o passo-a-passo é tão bem-feito que você não precisa prestar tanta atenção no que ela está falando. E quem pode comprar make up gringo, ela ainda traz a lista, em cada vídeo, dos produtos usados, com cores e marcas!

O último vídeo publicado ensina como fazer aqueles olhos marcados da Amy Winehouse:



Espero que vocês curtam! Ficadica! ;D

By MizLilian


Sexta-feira, Março 28, 2008

@10:41 AM

A SAGA DA ESCOVA

PARTE QUASE FINAL - O nirvana piloso




Então. Depois de ter que ir trabalhar no modo MizLilian versão curly hair (o que, se não foi totalmente desastroso, foi irritante porque cachos não são práticos e eu sou uma mulherzinha prática, tá), eu decidi que faria, sim, uma escova de qualquer maneira. Nem que eu tivesse que passar meu cabelo com ferro de passar roupa!
Resolvi lavar meu cabelo com shampoo Yellow (esse sim gosta do meu cabelo), usei meu creme de hidratação, um tal de Salon Line. Sem um creme específico para escova, tive de me contentar com o fato de que o tal do Salon deixou meus cabelos bem molinhos, mesmo molhados.
Capilança úmida como manda o figurino, comecei a esticar os marditos. MININAAAAAAAAAA aconteceu um milagre!



Nunca antes na história do meu cabelo eu fiz uma escova com tanta facilidade!
Saí saltitando pela casa como uma garça esvoaçante e fiz minha mãe apalpar minhas madeixas umas 6.932.798 vezes. Foi um verdadeiro orgasmo capilar. Praticamente um comercial de shampoo!
Jisuis, diz pra mim: pra que ficar comprando toneladas (é, eu exagero ok?) de cremes disso e daquilo se um potinho de derreá resolveu o meu problema? Midiz! NUNCA MAIS na minha vida eu mexo nesse time (Ok, ok: até quando eu enjoar do cheiro, certo?).
Vim trabalhar hoje, linda, leve, solta e fagueira sacudindo a cabeça a cada virada pra falar com alguém. Ufa! Agora só falta o meu dindin de vorta. (Aí sim teremos a parte final da saga).
Férias dos cachos, por enquanto. Só quem tem cabelo assim sabe como é penoso acordar e não poder pentear simplesmente os cabelos pra ir a qualquer lugar.
Vou ali jogar meus cabelos de lado e já volto tá bom?


By MizLilian

Quinta-feira, Março 27, 2008

@2:06 PM

A SAGA DA ESCOVA
PARTE II - Enfrentando os telechatos.



Liguei lá no site da Avon. Depois de 7.852.314 algumas tentativas frustradas, acabei conseguindo um telechato pra despejar minha ladainha. Ou melhor, uma telechata. Mininaaaaaaaa, ela me perguntou um caminhão de coisas! Código de barra dos produtos + Lote dos produtos + Validade dos produtos. Quando comprou? Tá acima ou abaixo da metade? Onde você guarda os produtos? (Achou que ia me pegar com o lance de guardar em lugar úmido, heeein? Eu disse que guardava na penteadeira, quando na verdade tá lá no criatório de fungos do meu banheiro. Mas eu sou mais esperta, tá? Chuuupa, telechata!)
Só faltou perguntar as dimensões do meu útero. Caramba! Tem culpa eu se o negócio deles não foi com a cara do meu cabelo, tenho?
Bem. Ela recitou toda a filosofia de cliente 100% satisfeito da Avon e disse que devo devover as tranqueiras os produtos pra revendedora que eu recebo de volta o meu dinheiro. Quero só ver... essa novela aina irá longe. Mas nós vamos acompanhar os próximos capítulos não vamos??? (MuuuAAHuAHUAHuHauHAUAHuHAuAHuHAuhAU)

By MizLilian

Terça-feira, Março 25, 2008

@11:03 PM

A SAGA DA ESCOVA
PARTE I - A True Medusa




Não tem jeito: química rola ou não rola. E não estamos falando aqui de relacionamentos, embora nesse departamento minha afirmação seja absolutamente verdadeira.
Estou falando é de shampoo, minha filha, a coisa mais elementar quando se trata do bem-estar dos cabelos de uma mulherzinha. E, no meu caso, que sou portadora de um cabelo particularmente difícil (leia-se: ruim), isso torna-se um item de primeira necessidade: tão importante quanto água potável numa ilha deserta.
Para ser mais exata, o caso deste post foi um teste com o trinômio shampoo/condicionador/creme de pentear. Sabedora de como é difícil algo ser compatível com minhas madeixas, decidi arriscar e experimentar a linha Avon Advance Techniques.
Você se deu bem com essa linha? Sorte sua, porque o meu cabelo ficou duro e esponjoso. Impenteável, eu diria. Usar o shampoo e condicionador de efeito liso, mais o creme defrisante, tornou-se um verdadeiro cabelocídio. Nem nos meus piores pesadelos eu tive tamanho bad hair day. Fazer escova? NO WAY! A dita cuja (a escova) simplesmente recusou-se a deslizar no meu cabelo.
Alguma coisa na química do relaxamento que normalmente eu faço não gostou da química dos produtos da Avon. E acredite, isso acontece mais do que você imagina. É por isso que aquele creme que deixou o cabelo da sua amiga M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O te transforma numa baranga quando é a sua vez de experimentar.
Agora tô aqui, com a maior grana gasta nessas bugigangas capilares, sem poder usá-los. Vou ter que consultar o SAC da Avon pra ver se rola alguma troca ou devolução. Depois eu conto aqui.
E antes que alguém fale em difamação dos produtos da Avon, lembre-se do que eu disse no início do texto: se a tal da química não acontece, nada feito.

By MizLilian

Domingo, Março 23, 2008

@8:10 PM

Olááá!



Bem-vindos ao Papo de Mulherzinha. Um blog de, ahn, variedades femininas, surgido de conversas que geralmente começam com um "MININAAAAAAAAAA" e com manifestações frenéticas, como as de um certo sapo muppetiano.

Porque ser mulher, meus amores, é uma arte. E mesmo que não andemos de salto alto, e não tenhamos medo de barata (eu falo por mim, perguntem à Cintia qual a posição dela sobre isso); em algum momento de nossas vidas a mulherzinha que há em nós baixa e se manifesta. Aí, meu amor, sai de baixo, porque a coisa fica preta cor-de-rosa.

Enfim, tomem seus lugares, fiquem à vontade, ajeitem-se nas almofadas e tomem seu chá. Não esqueçam de comentar também, já que papo de mulherzinha só é bom com várias delas =D. Ah, sim, claro, os homens também estão convidados!

Até a próxima!!!

MizLilian

elas

MizLilian, 29 anos. Viciada em chocolate, livros, música (notadamente a escandinava) e cosméticos capilares. Não se acha tão mulherzinha porque não usa salto alto, não sabe se maquiar e não tem medo de barata. Mas de cabelo ela entende: experimente desmanchar as madeixas dela e sentirá as consequências.

Cintia M, 21 anos. Típica mulherzinha que não se assume para não denegrir a imagem de intelectual. Já tentou escrever livros, plantar árvore, bordar, já fez análise. Detesta lero-lero e está sempre com pressa. Séria, fácil de conquistar e complicadíssima de entender, embora se ache simples, ingênua e tímida.

links

papos passados